sábado, 5 de novembro de 2011

"OUTRO TIJOLO NO MURO"

“Os comunistas se recusam a dissimular suas opiniões e seus projetos. Proclamam abertamente que seus objetivos não podem ser alcançados senão pela derrubada de toda a ordem social passada.Que as classes dominantes tremam diante de uma revolução comunista!Os proletários nada têm a perder a não ser suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.
Proletários de todos os países, uni-vos!”

Trecho extraído da Obra: Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels.

      Primeiro dia na escola. Último mês da faculdade de ciência sociais.
      Com a voz rouca e com alto tom, Alienilson Cordeiro inicia sua fala, citando o Manifesto do Partido Comunista, para sua turma do último ano do ensino médio, da “Escolinha Liberdadi[1].
      Cabelos quase compridos, “barba quase barba”, camiseta e boina  Che Guevara.
      O charuto “quase  cubano” só poderia fumar fora da sala de aula, mas mantinha-os à mostra em uma caixa transparente, sobre sua mesa de professor, junto com seus livros de Karl Marx.
      A maioria dos alunos da Escolinha liberdadi, ainda não sabiam o que significava o termo “proletários”. Nunca tiveram contato com trabalhadores reais. Eram da classe burguesa, filhos dos donos dos meios de produção. O contato com “trabalhadores” se dava apenas nos jogos de vídeo game, no qual utilizavam os escravos, os servos, os proletários, para produzirem tudo que os livres, nobres, senhores feudais e burgueses mandassem.
      Alienilsom Cordeiro franziu a testa, preocupou-se:
     -Que apatia é essa? Por quê ninguém aplaudiu minha citação? Vocês nunca leram Marx? O meu visual não diz nada a vocês?
      A apatia continuava.
     Alienilsom Cordeiro resolveu tentar outra citação, mas agora, a de um jornalista francês anarquista chamado Anselme Bellegarrige:
      - “A liberdade é uma dívida que o homem tem para consigo mesmo, para com o mundo e para com as crianças que nascerão”.
      Que interpretação! Que ênfase! Que vida tiveram as palavras na voz do empolgado  Alienilsom!
       Mas nenhuma reação do público. A apatia continuava.

Um comentário:

  1. Maneiro o blog de vcs... veja o nosso, quem sabe a gente não une as forças já que a causa é a mesma?

    http://confrariadofredao.blogspot.com/

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