No discurso de Martin Luther King pela igualdade, o verbo sonhar é referência primeira. É uma menção poética sobre a possibilidade concreta de liberdade e justiça entre os homens.
Na minha visão sobre a humanidade de hoje, a poesia está definhando, prestes a morrer.
Percebo a cada dia, nas experiências com o outro, que o processo de desumanização é intenso e irreversível; similar a uma praga que se espalha, a um vírus que resiste ao bom senso, que se alimenta das injustiças e do vale tudo pelo poder. Tal vírus se prolifera a partir da covardia, explicitando o medo da liberdade nunca antes conhecida. Por quê aceitamos o jugo? Por que estamos quase sempre ajoelhados reproduzindo o "amém"? Que doença é essa que infecta nossa individualidade com ideologias alheias e impositivas?
A resposta está nas faces sem expressões próprias, nas cabeças baixas esperando ordens... é a doença da submissão!
TEXTO: JOSMAZAR
É um luxo assumir quem se é, viver como se arte fosse, cortar os laços com a mentalidade de rebanho...pois é mais fácil para a massa ser conduzida, do que ter ideias próprias..então acabam por reproduzir verdades que se propagam como câncer que se alastra... acham que suas vidas são o egoísmo... quando viver a alteridade e pensar em si como autonomo e livre.. e fazendo de tudo para que seu companheiro também o seja.. dá muito trabalho...Andar com as próprias pernas deveria ser o sonho concreto, a rotina imperativa..mas querem as cômodas muletas da ignorancia... lamentável..
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